05/09/2011

Troca de papéis? Como evitar as brigas



Por Marisa Micheloti
"As mulheres não pensam em retroceder em suas conquistas, mas ainda precisam retificar todas as situações de culpa que as acompanham. Os homens precisam ocupar os papéis de educadores autônomos, apropriando-se da casa e dos filhos como sendo deles, sem necessitar da constante consultoria da mulher para direcionar seus passos e atitudes"
A vida de casal tem passado por constantes mudanças sociais, principalmente pela chamada família de tripla jornada, que implica na profissão de cada um e a família em comum.
O fato de a mulher ter conquistado o mercado de trabalho e pluralizado seus papéis pessoais, renovaram as discussões referentes ao contexto familiar e as funções determinadas a cada membro. A grande pauta dessas questões sobre quem faz o quê nos lares, pode ser a máscara de grandes indícios de desconfortos pessoais de gênero (masculino e feminino).

Hoje é comum ter casais com duas profissões, ou até com duas carreiras; o que difere enquanto pensamento de desenvolvimento profissional, quando pensamos em uma vida acadêmica, militar, etc. em que se exige outras dedicações além das horas trabalhadas. Toda essa demanda de trabalho e/ou estudos têm causado conflitos significativos na vida dos casais. Nós, terapeutas de casal, temos que constantemente abordar situações de tempo e função dentro das famílias modernas.

Os trabalhos do homem e da mulher vêm conquistando o mercado e ampliando a contribuição econômica doméstica, de modo que não há mais uma denominação de primário e secundário. A renda doméstica tem igual importância nos lares brasileiros, mesmo quando a quantia é discrepante. Um precisa do investimento do outro e nesse aspecto a relação de dependência trouxe uma força positiva. As mulheres batalham por salários melhores e essa conquista vem trazendo junto a ela o reconhecimento do papel feminino nas profissões.

Com todo esse panorama, o papel da mulher onde era unicamente educadora, tem aberto espaço para que os homens também possam ampliar seus deveres junto aos filhos. Nesse aspecto percebo que ainda temos muito que caminhar. As mulheres abrem espaço e os filhos ganham muito com isso, mas as mulheres ainda querem ter o controle da maneira como esses homens educam seus filhos e como eles participam das tarefas domésticas.

Elas aceitam que eles façam, desde que seja da maneira delas. Parece que ainda está muito enraizado o papel de educadora e dona de casa. Só ela sabe trocar o bebê, talvez porque pense que só ela pode amamentá-lo. Porém, um bebê precisa também de muito carinho e é extremamente necessário alimentá-lo com esse afeto masculino.

Quando se aborda esse tema, mexe-se em uma questão de poder. Ainda há conflitos profissionais onde os homens também estão muito resistentes às vozes femininas num contexto profissional. Aquele espaço que era determinantemente masculino abre portas para o feminino entrar e, muitas vezes, em papel de submissão, porém em outras vezes com ordem de comando. Há tempos estamos nessa renovação de papéis, porém ainda olha-se para esse viés com muita resistência.

Podemos pensar que é correto analisarmos as questões de gênero onde percebemos que o masculino e o feminino diferem em condutas e posturas. Porém, mantermo-nos presos a essas determinações cria um congelamento, uma conserva cultural. Transgredir a todas essas discussões, é a possibilidade de uma transformação relacional. Esse é o caminhar das pedras.

As mulheres não pensam em retroceder em suas conquistas, mas ainda precisam retificar todas as situações de culpa que as acompanham. Os homens precisam ocupar os papéis de educadores autônomos, apropriando-se da casa e dos filhos como sendo deles, sem necessitar da constante consultoria da mulher para direcionar seus passos e atitudes.

A importância de desmistificar alguns pontos de que os homens não têm sentimentos, portanto não serão boas figuras aos filhos; não sabem ir à feira porque só a mulher sabe escolher as frutas e verduras, só faz o homem se sentir incompetente. E homem que se sente incompetente, emburra e não sai do lugar. As mulheres por sua vez necessitam entregar a parte da família e do lar que cabe ao homem de hoje e parar de se sentir responsável porque o feijãozinho da funcionária não é tão bom como aquele que ela faz. A mulher deve ser reconhecida pelas conquistas que seu gênero proporcionou. Querer controlar tudo para não sentir culpa só traz cansaço e falta de prazer. Mulher cansada fica mau humorada.

Homens e mulheres precisam refletir sobre o jogo de culpa que usam para atacar uns aos outros, pois muitas vezes aquilo que se quer do outro é uma necessidade própria e não do casal. Perceber que esses conflitos não prejudicam só ao outro, mas você também sai perdendo é bastante significativo para refletir se vale a pena.

Uma relação não deve ser intrusiva visando detectar as falhas do outro, mas deve permitir que o parceiro seja validado pelas atitudes que são satisfatórias. As responsabilidades da vida familiar hoje estão equilibradas, nenhum dos dois fracassou por isso ou por aquilo. Se houve um fracasso que ronda uma família, esse sentimento é de responsabilidade dos dois e isso faz uma grande diferença!

Marisa Micheloti é psicóloga e educadora sexual



08/03/2011

Feliz Dia da Mulher


JAMAIS deixem que digam o contrário.

Feliz Dia da Mulher.

Deixo o texto de Provérbios 31 para todas vocês.
Bjoo

24/01/2011

A difícil comunicação amorosa

Por que a conversa sempre acaba em briga? 

Regina Navarro Lins discute o tema e apresenta a “educação para amar”


Lana, uma médica de 38 anos, é casada há nove anos com Pedro, também médico. Desanimada com o rumo do relacionamento, me procurou para fazerem terapia de casal. Na primeira sessão em que compareceu junto com o marido, foi logo dizendo: “Não tenho dúvida de que amo o Pedro, mas acho que nosso problema de comunicação é irreversível. Não é de hoje que conversamos sobre isso, mas não adianta. Se eu digo o que estou sentindo, mostro o que me magoa, ela entende tudo ao contrário e reage mal. Diz que estou criando caso à toa, inventando histórias. Acha que sempre tem que ter a última palavra. É como se ele vivesse numa época em que o homem tinha sempre razão e a mulher tinha que se submeter a tudo. Pedro também não está feliz; reclama muito de não ser entendido. “Ela acha que eu não me importo com a nossa relação, quando na verdade não penso em outra coisa. Em alguns momentos não vejo outra saída que não seja a separação.”


Foto: Getty ImagesAmpliar
O climão e a difícil arte de se fazer entender
Como é o diálogo com o seu(sua) parceiro(a) amoroso(a)? Deixe um comentário abaixo!

“O ser humano está nos primórdios da comunicação, apenas no limiar de abandonar a etiqueta destrutiva, o fútil jogo das aparências.”, afirma o historiador inglês Theodore Zeldin. Para ele, o ruído do mundo é feito de silêncios, na medida em que é muito difícil a verdadeira comunicação entre as pessoas. Há incompreensão e desentendimento nas conversas. Na maior parte dos encontros, orgulho ou cautela ainda proíbem alguém de dizer o que sente no íntimo. É um desperdício de oportunidades sempre que um encontro se realiza e nada acontece. No passado a comunicação era criada para, principalmente, dominar os outros e era usada para passar informações e se dizerem coisas que eram esperadas pelas pessoas. Havia uma obediência à etiqueta, que era mais importante do que ser sincero.

Para Zeldin, precisamos de uma nova meta: desenvolver, não simplesmente a arte de falar, mas a verdadeira arte da conversa, que, esta sim, é capaz de mudar as pessoas. Estamos nos primeiros estágios de aprendizagem de como se falar com outro. Estamos na infância da comunicação. Uma boa conversa é estimulante e irresistível; não é só transmitir informações ou compartilhar emoções, e tampouco apenas um modo de colocar ideias na cabeça de outras pessoas.

Toda conversa, diz o historiador, é um encontro entre espíritos que possuem lembranças e hábitos diversos. Quando os espíritos se encontram, não se limitam a trocar fatos: eles os transformam, dão-lhes nova forma, tiram deles implicações diferentes, empreendem um novo encadeamento de pensamentos. “Conversar não é apenas reembaralhar as cartas: é criar novas cartas para o baralho. O aspecto da prática da conversa que mais me estimula é o fato de poder mudar os sentimentos, as ideias e a maneira como vemos o mundo, além de poder mudar até mesmo o próprio mundo.”, acredita Zeldin.

Na maioria das vezes não é o que acontece. A comunicação amorosa é, há muito tempo, prejudicada pelo antagonismo entre os sexos. Famílias, escolas, meios de comunicação, ensinam às crianças modos de ser e de se relacionar que os condicionem a se ajustar aos modelos estabelecidos. Isso implica na aceitação incondicional dos papéis até agora desempenhados por homens e mulheres.
Um artigo escrito por dois psicólogos americanos no Journal of Sex Research, analisa como os roteiros de “machos” fazem parte de uma ideologia na qual os homens são vistos como superiores às mulheres, e as emoções associadas com a masculinidade são consideradas superiores às associadas com a feminilidade.

Somente alguns tipos de sentimentos, como repulsa, raiva, desprezo, são “masculinos”, ou seja, sentimentos adequados a quem tem de dominar. Para garantir que aprendam a ser adequadamente “masculinos”, os meninos também são ensinados a desprezar e repelir as emoções “femininas” de medo e vergonha e, assim, nunca admitir que estejam com medo ou errados.

Entretanto, educadores progressitas começaram pela primeira vez, nos EUA, a abordar a educação para amar, ou seja, a educação para a alfabetização emocional —, para ajudar os estudantes a aprender maneiras de ser e de se relacionar que os capacitem a se ajustarem a uma sociedade de parceria, e não de dominação. Essa educação está sendo introduzida lentamente no currículo escolar.
Há escolas que ensinam seus alunos de literatura e história a empatia por meio do que chamam de “monólogos interiores”, nos quais os estudantes são encorajados a pensar a partir da perspectiva dos diferentes personagens na história, na literatura e na vida. Outra escola tem como objetivo elevar o nível da competência emocional e social das crianças como parte da educação. Como exigência para alunos do ensino médio, uma escola na Califórnia pretende estimular dimensões da inteligência quase sempre omitidas: sensibilidade em relação aos outros, autocompreensão, intuição, imaginação e conhecimento do corpo.

Vivemos um processo de profunda mudança das mentalidades. Quem sabe daqui a algum tempo vamos poder nos comunicar de forma bem mais satisfatória com as pessoas que nos cercam?

09/08/2010

Como resolver problemas de casamento

Especialistas ensinam a solucionar 4 problemas que podem destruir seu casamento. Inspire-se nas dicas e fortaleça o relacionamento já
por Vanessa Vieira
Conteúdo do site ANAMARIA

Casal abraçado - Foto: Getty Images

Há problemas de relacionamento que, se não são bem resolvidos, podem detonar um casamento. Confira se você comete algum desses equívocos no seu relacionamento e leia as dicas da psicóloga Renata Lommez para evitar que esses tropeços ponham em risco o seu casamento.


1. Infidelidade
A infidelidade mina uma relação porque compromete sua base: a confiança. Quem trai, mente para o parceiro.

Solução: aceitar as responsabilidades da vida de casal
Para a psicóloga Renata Lommez, especialista em terapia familiar, há um mal comum entre alguns homens: a infidelidade crônica. “Eles não se permitem amar e relutam em abandonar a vida de solteiro”, diz ela. Entretanto, o casamento é uma nova fase, que exige uma mudança de comportamento. “Se o casal não quer que a família se desestruture, tem de aceitar que a vida de solteiro mudou e que é preciso assumir novas responsabilidades”, acrescenta.


2. Problemas de comunicação É comum que as pessoas tenham opiniões diferentes sobre um mesmo assunto. Para evitar discussões e decepções, geralmente os casados evitam alguns temas. Muitos casais optam por essa saída, mas vão se distanciando sem perceber. Como já crêem de antemão que não vão entrar em acordo, preferem não conversar, não compartilhar os problemas, anseios e projetos e, no final, se esquecem das afinidades que os uniram e acabam por pensar que já não têm nada em comum.

Solução: resgatar as afinidades Apesar do distanciamento, o casal tem afinidades, tanto que um dia se apaixonou. Para Renata Lommez, os casados poderiam tentar voltar a fazer as atividades nas quais tinham prazer juntos e, assim, reforçar as afinidades. “Eles precisam entender que aceitar o ponto de vista do outro não significa perder a individualidade”, diz.


3. Falta de participação na vida do outro
Para existir cumplicidade, é preciso demonstrar interesse pela vida do parceiro e participar da rotina do marido. Muitas mulheres, embora apaixonadas pelos esposos, não mostram interesse por eles - um hobbie, a carreira profissional ou qualquer outra coisa.

Solução: cultivar a admiração mútua
Primeiro, a mulher tem que admirar a si mesma. “Só gostando de si mesma, interessando-se pela própria vida, a mulher poderá ter interesse de verdade pelos projetos do marido, porque ninguém pode dar o que não tem”, comenta Renata Lommez.


4. Excesso de discussões
Diversos casais levam os mínimos problemas a debate. Uma pequena divergência é suficiente para iniciar uma briga e desatar uma torrente de ressentimentos acumulados. Diferente de uma discussão, em que o objetivo é confrontar as idéias em busca de um consenso, as brigas ocorrem porque nenhum dos dois está disposto a ceder um milímetro. Eles não se escutam, e a briga é para ver quem faz prevalecer sua idéia não pelos argumentos, mas pelo volume da voz.

Solução: perdoar os problemas anteriores
“Esse tipo de casal já perdeu o respeito mútuo”, diz Renata Lommez. As mágoas acumuladas fazem com que qualquer discussão seja só uma desculpa para soltar a agressividade. “Melhor seria se eles fizessem uma profunda reavaliação dos problemas de fundo, que são o motivo real de todas as outras brigas. Só quando esse casal se perdoar de fato, vai poder conviver melhor.”

Como lidar com crises de raiva das crianças


A reação dos adultos diante do choro, da birra e do esperneio é o que determina se a cena vai se repetir com frequência ou não

Foto: Getty Images
Ataques de raiva podem ser "chamados" para que os pais entrem na função deles - e sua repetição depende da reação dos adultos
Nestas horas, a primeira sensação que se tem é a de vergonha pelo escândalo em público, mas isso não ajuda em nada. O importante é manter a calma e lembrar que ser mãe não é fácil – é preciso deixar de lado sua própria frustração e educar.

A raiva infantil é desencadeada por um desejo não atendido. Os bebês já sentem isso quando estão com fome e a mamada não vem, têm mais frio do que gostariam ou o brinquedo não faz tudo que desejam. “Desde bebê já se pode ensinar a esperar um pouco para ter suas necessidades saciadas, como a não ficar o tempo todo no colo que mais gosta. Assim, quando contrariada em outras questões, a criança terá mais tolerância”, sugere a psicóloga infantil Patrícia Serejo.

Até aprender a se expressar, a criança usa o que sabe fazer: chora e se contorce, e às vezes fica até difícil de segurá-la. Nesta fase, os pais já podem ir conversando, dizendo coisas como “tem que esperar um pouquinho, a mamãe está acabando de fazer a sopa”. “A questão do tempo de aprender a esperar é um fator fundamental. É tarefa dos pais ensinar gradativamente que a realidade não se adequa às crianças, mas são elas que devem se adequar a realidade”, explica a psicóloga especializada em psicanálise para crianças Adela Stoppel de Gueller.

O que fazer

Com o tempo, as crianças passam a gritar, se jogar no chão, chutar ou bater nas pessoas ou nos móveis e, algumas vezes, até se agredir. A agressividade pode vir de um modelo que se tem em casa ou de um amiguinho ou priminho que consegue o que quer fazendo escândalo. Contudo, é a partir da reação dos pais à crise de raiva que a criança opta (ou não) por se comportar assim em situações semelhantes. “Quando percebe que seu desejo é atendido após a crise de raiva, ela aprende que a crise leva à obtenção do que ela deseja”, alerta Patrícia Serejo.

Se a mãe diz que não vai comprar um brinquedo, mas acaba cedendo ao berreiro armado logo em seguida no meio da loja, por vergonha, o pequeno vai entender direitinho a mensagem: birra funciona! E, seguindo este caminho, mais do que sofrer durante a infância de seu filho, você corre o risco de criar um adulto incapaz de lidar com as frustrações.

Na hora da crise de raiva, se for possível, os pais devem sair de perto da criança. Assim, eles têm uma chance de respirar fundo, se acalmar e tomar uma decisão mais consciente. Nas situações em que ela não pode ser deixada sozinha, tire-a do ambiente – é o caso, por exemplo, de uma loja de brinquedos.

Seja firme, mas não tente falar mais alto. “É preciso dialogar com muita paciência, amor e carinho nessas horas. Ofereça conforto dizendo ‘percebi que você está bravo, mas vamos nos acalmar para eu entender’. O embate de quem grita mais alto forma um ciclo de raiva sem crescimento algum”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria.

E se a crise de raiva colocar em risco a integridade física da criança ou de outra pessoa, é dever dos pais contê-la fisicamente. Mas atenção: isso é diferente de bater!

Causas

Apesar de muitas vezes parecerem a mesma coisa, a raiva é diferente da manha. Esta última pode vir de cansaço, sono ou fome, e deve ser respeitada. O jeito de diferenciá-las é conhecendo os hábitos do seu filho e excluindo cada uma das necessidades fisiológicas, atendendo-as: certifique-se de que a criança está bem alimentada, descansada e confortável.


A manha também pode ter causas menos nobres do que fome, frio ou sono. “A criança quer fazer o outro ceder apenas para ganhar a batalha. É um jeito que ela tem de provar que é importante e poderosa”, explica Adela Gueller. Já a raiva é mais primitiva, tem a ver com as necessidades e os desejos elementares. Às vezes as duas reações se misturam. Por isso, mais importante do que diferenciá-las é evitar o confronto.

Pode parecer uma birra sem fundamento, mas, na maioria das vezes, as crises não começam sem motivos. Pode ter sido uma injustiça, uma promessa não cumprida, uma sensação de vergonha ou mal estar. “Cada ‘não’ ou ‘sim’ tem que ser dito com muita responsabilidade. Seja honesto e genuíno com seu filho. Ataques são chamados para que os pais entrem na função deles”, lembra Daniella de Faria.

Crianças querem e precisam de orientação para seguirem seus caminhos. Não ignore simplesmente uma crise de raiva. Entenda por que ela aconteceu – talvez você tenha prometido aquele sorvete, mas ficou com pressa e nem sequer se deu ao trabalho de fazer a criança entender que não deu tempo de comprá-lo. “O objetivo da crise é fazer os pais entenderem porque eles estão bravos. Sendo compreendida, a raiva some”, promete Daniella.